Ele é como se fosse o meu refúgio, me cobre com suas asas despedaçadas, faz a briza tocar em meu rosto e me levar para longe daqui, para a escuridão onde só exista nós dois. Ao lado dele a noite é terrível e magnífica, sua pele mesmo fria, me aquece, quando junto ao meu corpo gélido. Ele me envenena com sua saliva, que derrete sobre minha carne. Sob o luar, seus olhos transbordando escuridão me fitam cheios de paixão. Ele me entrelaça e me beija, sinto o sabor de sua dor e seu amor na ponta da língua e anseio cada vez mais para telo pra sempre em meus braços. Suas mãos são como estacas que perfuram meu corpo, que o mancha com sangue fresco. Aos poucos ele entra em mim, nossos corpos então fundidos. Suas asas se abrem para me proteger. Seu cheiro é de suor e seu corpo despido é como uma obra cuidadosamente esculpida pra mim em todos os detalhes. O meu anjo caído.
Caroline Casteliano.
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